segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O Penalti perdido.


- Postei essa foto pela precisão do Click que flagrou um dos momentos mais incríveis que já vi no futebol, diga-se uma das minha maiores paixões e fonte de algumas das maiores emoções que senti na minha vida.

- Na foto o momento exato que Gyan, craque da seleção de Gana, perdia o penalti, no último lance da prorrogação da partida das quartas de final da copa co mundo de 2010, contra o Uruguay e que levaria sua selelção mais longe que qualquer seleção africana tivera chegado em um mundial, porém futebol é futebol...

- Neste momento era para ser o Uruguay o vencedor, para quem não lembra este penalti surgiu da "defesa" do atacante Suarez fez, como último recurso, para evitar o gol que mandaria seu time de volta para a casa. Expulso Suarez viu Gyan atingir o travessão com força menor apenas que a decepção do ganeses e êcxtase uruguay que, nos penaltis, venceu Gana passou à semi- finais, coroando um mundial histórica e místico da seleção celeste. INESQUECÌVEL!

PS: Infelizmente não sei que é o Autor da foto, por isos deixo de dar o crédito.


quinta-feira, 17 de junho de 2010

A metrópole e o povoado.



- Eram mais ou menos 8:00 da noite de uma segunda-feira, quando o comandante avisou pelo rádio que em alguns minutos o avião vindo do sul pousaria na grande metrópole. Olhando pela janela Simão via um infinito de pequenas luzinhas, que a medida que se aproximava transformava-se num mar de concreto, prédios, ruas e avenidas.
- Sujeito tranqüilo, saído de uma pequena e pacata cidade de interior, onde o engarrafamento da hora do "rush" não passava de uma fila de 5 ou 6 carros no semáforo da rua principal, da praça central da cidadezinha e onde os criminosos eram conhecidos pelos nomes e todos sabiam onde eles viviam, os cachorros eram que perambulavam pelas ruas tinham apelidos e mendigos não haviam, Simão ficou "boquiaberto", aponto de esquecer o medo de aviões, sobretudo em se tratando de um pouso no aeroporto de "Cegonhas", que ficava estreitamente encravado no meio daquela selva de pedras e que já havia vitimado muitos pilotos experientes.

- Quando deu por si já estava a caminho do hotel em meio a gente de todas as partes do mundo e de todas as classes sociais. Com um par de perguntas ficou sabendo de um bom hotel a alguns metros do aeroporto onde poderia hospedar-se de maneira cômoda e relativamente barata. Como não havia feito reserva os minutos na fila da recepção do hotel, onde havia uma televisão sintonizada no Jornal nacional onde Willian Bonner falava da violência daquele mesmo centro, passavam como horas, frente a indefinição da existência ou não de vaga, significava mais que simples acomodação, aquela altura significava segurança.

- A impressão que tinha era de que o lugar era um caminho sem volta para a "vitimação" em algum assalto, seqüestro, quem sabe algum alagamento, enfim, as tragédias que via diariamente na televisão (Idéia que, justiça seja feita, acabou modificada). Por sorte, conseguiu um quarto.
- Acomodado e tranqüilizado sentou-se à janela de seu quarto, com algumas cervejas a contemplar a cidade. Ficou ali tentando entender o que sentia: Curiosidade, temor, preguiça, excitação... Acabou adormecendo, ouvindo a conversa em sotaque diferente de um barzinho de esquina logo abaixo de sua janela.

- No outro dia acordou com o ruído de um avião que passou a poucos metros de sua janela para pousar no aeroporto em frente e que serviu como uma pequena demonstração da do ritmo frenético daquela cidade.

- Aprontou-se para sair, tomou seu café da manhã e sentou-se a frente do hotel, esperando por uma amiga "local" que o apanharia para o cumprimento de seus compromissos da selva de pedra.

- Apenas alguns quarteirões foram o suficiente para ter outra demonstração dos problemas de grandes cidades: Uma avenida enorme totalmente entupida de pessoas, ônibus, carros, todos em disputa por um espaço, por um metro a mais rumo e seus destinos. O trânsito era em ritmo tartaruga, Muita fumaça, muito barulho, muita gente, enfim, "stress"...

- Fazia um pouco de calor e Simão baixou o vidro da janela do carro. Logo notou uma inquietação na amiga, que logo o advertiu: "- É melhor "cê" fecha o vidro ou nós poderemos "estar sendo" assaltados". Outra privação de liberdade. Já não bastasse a dificuldade de locomoção que praticamente lhe limitava o direito de "ir e vir" e a insegurança que lhe mantinha gradeado e "ligado".

- Depois de quase uma hora para percorrer uma distância de 10 Km chegaram a um parte mais tranquila da cidade onde puderam comer em um bom restaurante e caminhar com certa tranquilidade. Quando decidiram sair dali, outra limitação: Foi informado pela amiga de que, devido ao "rodízio", ela não poderia usar seu automóvel antes da 20:00 (eram por volta das 17:00). Sem muita escolha sentaram-se em um "pub" no bairro de "Garden´s" e tomaram algumas cervejas enquanto o tempo passava.

- Para um dia em que se tem tempo para isso, parece perfeito, mas quando essas limitações de liberdade, e outras várias como a insegurança, a demora, o descaso, até mesmo a solidão, tornam a vida quase inviável para "seres" que vem da liberdade, das cadeiras na calçada até tarde nas noites de verão, da caminhada em pleno centro (caminhando pelo lado da praça, na frente da igreja e da prefeitura) bem encasacado numa noite de inverno daquelas frias como só lá no povoado, um silêncio, uma tranquilidade, só o vigia da prefeitura tomando um mate atrás de um poncho.

- Muito melhor andar no meu carro a qualquer hora, a 30 km/h sem cinto e sem habilitação, se quiser, ir até o "passo" tomar uma cerveja e comer um peixe frito enquanto faz comentários como: - Mas "tá" a alto o rio, não tchê?

- Ou quando se deita para dormir, ao invés de aviões, ser acordado no meio da madrugada por uma sinfonia melancólica dos cachorros da vizinhança, e quando falo em vizinhança falo de um raio de 10 ou 15 quarteirões que se pode ouvir no silêncio da noite. Ou ainda adormecer ao som longínquo e ritmado de um grilo.

- Enfim, no povoado se vive a liberdade de maneira mais intensa, se desfruta mais da liberdade, as relações são mais estreitas, se conhece mais as pessoas. Os dias passam mais lentos, se morre menos do coração ou sofre-se menos de "stress".

- Para isso, no entanto, tem-se que sopesar os benefícios de se viver numa cidade grande, opções de cultura, de lazer, de oportunidades profissionais. Da avaliação da importância destes valores contrapostos, que só pode ser feita dentro do íntimo de cada um, se poderá saber qual a melhor opção. Para Simão, tenham certeza, nada chega perto da tranquilidade, do aconchego e da identificação que sente em seu povoado.


terça-feira, 13 de abril de 2010

Na BARRANCA me encontrei.






- Na última páscoa (Abrli de 2010) tive uma experiência fantástica, dessas que realmente nos afetam. Escolhi a palavra afetam por acreditar que expresse exatamente o que aconteceu comigo, assim como quando vemos um filme, um quadro, ou quem sabe uma música que de alguma forma tocam em algum lugar da gente, aflorando um novo sentimento que as vezes até já existe e precisa de um impulso para ser desencadeado ou que é plantando neste momento.

- Poucas coisas na vida, ou do que conheço dela, tem este poder e uma delas é a arte e, acredite, a BARRANCA é pura arte. A arte surgida de lá, no entanto, é única, nem melhor, nem pior que qualquer outra manifestação cultural, simplesmente diferente. Há na BARRANCA um ambiente místico de tranquilidade, de poesia, de mediunidade até, diria! Acho inclusive ser a única celebração em que no mínimo 80 % dos presentes (sempre tem os que não sabem por que estão lá, com em qualquer celebração) sintonizam, comungando de um mesmo espírito de imaginação ou transe sentindo a presença dos mortos, e não falo apenas imortalidade/presença poética, falo de uma espécie de "sentir", que aliado aos aspectos objetivos da nossa cultura de fronteira realmente me afetaram.

- Lá mo meio do mato, longe das mulheres, o que nos afasta da vaidade. Longe do dinheiro, usando manducas, deixamos de lado a ganância, na medida que for, todos em busca de boa música, boas poesias, boas conversas e, sobretudo todos dispostos a dividir a escutar, a parabenizar, a admirar e até a criar.
- Bem abastecidos de comida, de bebida (e frize-se não houve um incidente se quer de briga ou discussão. O ambiente é de irmandade.) tudo converge para harmonia que paira à beira do Rio Uruguay, observando os castellanos quase que em tom de vigília, como a séculos fazemos.

- È tido por muitos como um carregador das baterias das entranhas gaúchas, uma ida ai "supra sumo" da nossa cultura, em termos de festivais. Longe das televisões e qualquer outro meio de comunicação de imprensa, lá se vive a vontade, sem compromisso, sem competição como é desde sua origem: Seis amigos organizados por Apparício Silva Rillo, Zé Bicca, Nico Fagundes, entre outros, que faziam uma pescaria nas barrancas do Uruguay, como normal para nós aqui, lá pelas tantas já meio tomados por certa monotonia, resolveram fazer entre eles um concurso de música. Lançaram um tema à roda e começaram a compor com suas "equipes". Desta feita saiu vencedora a composição de Nico Fagundes, Eu e o Rio, mas o mais importante foi a criação do genuinamente gaúcho, samborjense, fronteiriço, "acastellanado" e missioneiro FESTIVAL DA BARRANCA (Um verdadeiro festival, um woodstock neo-tradicionalista.) que, apesar de mais famoso e do aumento nos participantes o espírito ainda é o mesmo: O de um acampamento onde se descansa, se conversa, se mente, e conta história, se ri, se bebe, se cai, se levanta e se faz arte ou música, se alguém preferir.

- No caso da ação da BARRANCA em mim posso dizer que me fez encontrar algo que vinha buscando há tempos. Conheci muitos lugares, pessoas e, principalmente, culturas diferentes. De cada uma destas culturas eu lembro que ficava admirando traços, costumes, expressões, vestimentas, a arte, a música, a adaptação ao terreno ou a natureza onde se desenvolveu e o fruto desta integração, enfim as características do povo e seus motivos.

- À certo ponto me "dei conta" de que, obviamente, assim com todos eles eu também tinha a minha cultura, os meus costumes, as minhas origens, muito ricas por sinal, com é a nossa cultura gaúcha, porém, ainda assim não me sentia identificado com aquela figura gaúcha que anda de chapéu, canta "bagualhices", despreza a evolução dos tempos, a tecnologia, o refinamento social (no sentido das relações humanas, respeito, educação, contextualização) e principalmente a diversidade de influências/informações que o individuo/pessoa recebe no contexto gaúcho atual.

- Veja bem! Isso não quer dizer que não respeite ou que não admire este tipo "à moda antiga" que toca chamamé, usa a pilcha completa e impecável. Gosto e admiro DEMAIS os que realmente vem deste contexto de raiz, do rincão. Que se expressa pela música falando com sua "despolidez", sua linguagem, sua influência e sua informação. Já não tenho o mesmo interesse pelo que tenta falar destas coisas e como se de lá fosse, sem realmente ser.

- Porém, mesmo admirando a expressão "roots" da nossa cultura, não me sinto pessoalmente, ideologicamente, mentalmente, sonoricamente e, nem poeticamente, totalmente identificado pelo mesmo (Veja bem: Usei a palavra totalmente, ou seja, isso é sim grande parte de mim, mas não é tudo). Eles não refletem a totalidade da realidade da minha vida ou da vida do individuo médio gaúcho da minha geração.

- O individuo médio gaúcho, cuja base de tudo é o estilo gaúcho, o mate, nosso hino, nosso futebol, o amor à terra, o orgulho em cultivar os símbolos desta nação e de fazer parte dela, mas com a influência de uma parcela de cultura globalizada, conectada, comunicada, que recebe outras tipo de ritmos, de instrumentos, de vozes, de motivações, de inspirações, de ídolos. Hoje os horizontes são bem maiores do que os que tinham os antigos, até mesmo pela facilidade da comunicação e acesso a informação que se tem hoje e que não se tinha naquele tempo. Este e o ponto: Naquele tempo se falava das coisas que se conhecia e que, à esmagadora maioria das pessoas daquela época lhe era permitido conhecer. Eles eram fruto daquele contexto e, como consequência lógica, não refletem o contexto atual.

- Dentro deste conceito maior da contextualização do tradicionalismo, o que prefiro chamar provisoriamente de "neo tradicionalismo" volto a falar da minha experiência na barranca: Durante os dias do festival conheci músicos de primeiríssima qualidade, que falam das coisas do nosso Rio Grande e do nosso cotidiano que, apesar de aceitar todas as influências que já referi, estão totalmente apegados ao nosso passado, ao nosso linguajar que mescla expressões campeiras com expressões americanizadas; ao nosso pampa, às nossas instâncias, assim como às nossas cidades; que vestem bombacha e tênis Nike; que tomam mate e cerveja belga; que comem churrasco e salmão grelhado; que ouvem com fervor músicas de Telmo de Lima Freitas e de Bob Marley, do Pavarotti, dos Angueras ou dos Racionais, do Nirvana ou de Mário Bárbara, do Pink Floyd ou leopoldo Rassier, Led Zepellin ou César Passarinho, Vincius de Morais, dos Beatles, Elis Regina, enfim, acrescenta um pouco de tudo ao nosso.

- Esse e o "novo gaúcho", ou gaúcho contemporâneo. Não estamos presos ao passado e, sim, ORGULHOSAMENTE ligados a ele, mas com os olhos no horizonte, querendo conhecer de tudo, degustar de tudo experimentar coisas diferentes, mas sem esquecer da paixão por nosso DNA. No caso dos fronteiriços como eu, formado por influências missioneiras e, inegavelmente, castellanas assim como influências imperialistas (brasileiras), também inegáveis, formadoras da nossa cultura. Falando de romantismo, de sentimentalismo, de localismo, de gauchismo com erudição e do nosso jeito, mas com muita profundidade, ludicidade e conloauialidade. Uma atitude vanguardista como a assumida desde o início dos Angueras, na minha opinião, base e origem do que chamo neo-tradicionalismo.

- Por que dizer não à diversidade? Por que a resistência à inovação, ao experimento? Conhecer o diferente, pelo menos no meu caso, me fez ser muito mais apaixonado pelo que sou e pelo que me orgulho de ser.

- Na cultura que tentei descrever acima encontrei minha origem, minha raiz e até meu futuro. Na BARRANCA me encontrei.

- No link abaixo um exemplo do que estou falando representado na música apresentada por Pirisca Greco e a comparsa elétrica ou simplesmente "UNIDOS DA PORTELINHA". Com letra de Cabo Deco.

- Nas fotos escolhidas acho que está bem retratado o ambiente de harmonia, comunhão arte e romantismo que paira nos dias de BARRANCA. A parceria, o talento, o companheirismo, a harmonia.

- Na última eu e meu companheiro de fé, não só de barranca, mas da vida: Meu irmão Mateus.

PS: As fotos e os vídeos são meus.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Fotos editadas (opinião):



- Fiz essas fotos para uma atividade da cadeira de Fotografia digital, da faculdade de Publicidade e Propaganda, onde tínhamos que fotografar objetos e depois tratá-los no Fotoshop.


- Para a primeira foto usei um saco/mala de viagem que tenho e um tênis, meu também. Achei que poderia ficar interessante pelas cores gritantes e listas verticais dos dois objetos em sentidos opostos.


- Depois de vários "click´s" buscando o melhor ângulo escolhi esta como a mais próxima do que estava imaginando, com o Fotoshop, primeiro apliquei um filtro, depois tirei algumas imperfeições da foto, descolori o tênis e a circunferência da mala e também descolori o fundo que era um verde água. Deu nisso.


- A outra foi uma foto que tirei na casa de campo da minha família ( no inetrior de São Borja - RS) em um fim de tarde que passava lá com uns amigos. Naquela tarde/noite havia uma lua cheia linda, porém, não tão cheia assim. Nesta foto apenas apliquei um filtro e aumentei a lua que na foto orginial não havia ficado tão grande e imponente quanto realmente estava.


- Na verdade, modéstia a parte, curti como ficaram as duas fotos. Era o que estava imaginando. Importante dizer que foi minha primeira experiência usando alguma ferramenta de edição de arquivos fotográficos, por isso usei as ferramentas básicas.


- Trouxe essas fotos para expressar minha opinião com relação a edição eletrônica de fotografias. Acho que este tipo de recurso retira a essência da foto, ou seja, uma pessoa que manja bem do programa faz um linda foto, ainda que não tenha um "dom" de fotografar. Acredito que retira a realidade eternizada pelo "click". Entendo a necessidade destas ferramentas para fotografias publicitárias até de fotografias de moda ou modelos, para corregir imperfeições, mas, para a fotografia "artística" ou até mesmo jornalística, o uso destes artifícios é como trapaça ou desvio da realidade. Enfim só opinião...


- PS: A primeira foto foi feita por mim, a segunda, dirigida por mim e executada pelo brother Artur (Titio).



quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Estátuas de Pompeya.












- Ontem organizando algumas fotos encontrei esses registros que fiz numa viagem ao sul da Itália a alguns anos atrás, mais precisamente a cidade de Pompeya. Uma cidade pequena a uma hora da conhecida Napoli, onde eu estava hospedado.

- Pompeya é famosa pela sua idade, tem mais de 2.500 anos, assim como várias outras cidades da Itália, com se sabe, inclusive a mais famosa Roma.

- A peculiaridade deste local é um parque arqueológico riquíssimo. As ruínas da parte antiga da cidade estão conservadíssimas. Casas, ruas, templos, comércios, enfim, andar por suas ruas e como voltar no tempo. È uma viagem profunda ao modo de vida daquela época.

- Porém o que mais me chocou e o que me levou a posta-las aqui é a história de uma violenta erupção do vulcão Vezúvio (Pompeya esta até hoje localizada a poucos quilômetros do pé da montanha, como se pode ver na primeira foto acima, da praça e altar central da cidade à época. Ao fundo o vulcão.) que, no dia 24 de agosto do ano de 79 depois de cristo (quase dois mil anos atrás), praticamente exterminou com a população da cidade e quase que a riscou do mapa.

- A cidade foi engolida pelo magma e posteriormente reconstruída pelos sobreviventes.

- Até ai nada de muito extraordinário, visto que o próprio Vezúvio ainda hoje está ativo e a qualquer momento pode voltar a dar o ar de sua graça, assim como outros diversos vulcões em todo o mundo, causando grandes tragédias.

- Entretanto está erupção deixou testemunhas que, apesar dos quase 2.000 mil anos decorridos até hoje, ainda estão entre nós de certa forma, ou você achou que as pessoas nas fotos 2, 3, 4 e 5 eram estátuas?

- Acreditem! Essas são pessoas que foram pegas de surpresa pela lava e não puderam escapar. Viraram estátuas de magma e ficaram milhares de anos ali quase que perfeitamente conservadas até que algum arqueólogo as encontrasse e, então, passassem a ser mais uma atração ou peça em exposição no parque arqueológico de Pompeya.

- Notem a posição que se encontravam. Algumas delas protegendo o rosto como um gesto de desespero me parece...

- Sinistro, né?

PS: Todas as fotos foram feita por mim.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Aza gaúcho véio!

- No último domingo, dia 07/02/2010, por volta das 16:00, andava pela rua da minha minha casa, a uma quadra do centro da minha cidade, quando vi esta figura.

- O calor era insuportável, a temperatura passava dos 40°, sem exageros, porém, o gaúcho veio ai não se intimidou e pilchado à risca e nos detalhes encilhou seu matungo baio, atou a cola, pôs a faca na cintura e foi dar a voltinha do domingo. Quando passou por mim, apesar de nunca ter-me visto, deu uma levantadinha no chapéu com a mão direita, onde ia pendurado o mango e me soltou um "buenas tarde".

- Apesar de na nossa região (fronteira oeste do RS) ainda não ser dificl encontrar este tipo de personagem, devido a proximidade com nossas raízes, o que acredito ser um privilégio, não perdi tempo e tratei de captar este "clic". A qualidade da foto não e muito boa porque usei a camera do meu celular, mas valeu o flagra.

- Notem que em pleno ano de 2010, pessoas ainda vivem sob costumes antigos, usam o cavalo como meio de transporte, e andam como se estivessem "campo a fora" até o buteco onde encontrará os amigos para um trago de pinga, um carteado e, se tiver sorte, alguma china. mesmo que isso acabe em alguma "peleia" ou "buchincho"...

- Não falei, mas pensei comigo:"Azaaaa gaúcho véio!"

domingo, 31 de janeiro de 2010

Cai a noite no pampa gaúcho.


"A beira de um assude que dava água às tropas de Neto, acampadas à sua margem, pelas bandas de São Borja e Itaqui, Neto e Bento mateavam depois de uma batalha duríssima e na qual haviam tido muitas baixas. Porém estavam em guerra e não havia tempo para o cansaço e nem para o sofrimento pelos mortos. Com o anoitecer e o pampa diante dos olhos já planejavam o troco às tropas do império...."


- Foi o que senti e vi nessa foto. Imaginei como seriam os tempos de guerra farrapa. Captei exatamente o que imaginei. Fiz a foto durante uma pescaria em uma propriedade exatamente no meio do caminho entre São Borja e Itaqui no mês de janeiro de 2010. Esse é o pampa gaúcho. Essa é minha terra.


- Se alguém se interessar em ler o fragmento de textos acima e entrar na "viagem" e quiser dar algum tipo de segmento à história, por favor...