- No último dia 09/11/09 completaram 20 anos da queda do muro o que me fez lembrar desse auto retrato durante uma caminhada pela cidade, num fim de tarde da primavera de 2008.
- Como todo mundo sabe, ou pelo menos deveria saber, o tal muro dividiu Berlim e a Alemanha inteira ao meio durante anos. Construído na madrugada do dia 13 de agosto de 1961, era mais que uma simples parede com fios de arame enfarpados e eletrificados, 302 torres de observação, 255 pistas de corrida para cachorros ferozes, mais de três metros de altura, também dividia a Europa ocidental (mais liberal) e o bloco do leste (comunistas liderados pela URSS). Era a mostra maior da polaridade que o mundo vivia na época.
- A aparência física do muro hoje é frágil, feia, cinza. Em alguns trechos está grafitado numa tentativa de torna-lo em algo positivo. tem pinturas interessantes, protestos, mensagens de tolerância, igualdade, etc...
- Pelas lembranças pesadas trazidas dos tempos em que ainda dividia famílias, amantes, amigos, vidas, mundos. Causava a morte, a tristeza, ou seja, nada de positivo. Hoje serve de alerta a humanidade. Que todos fiquem atentos a excessos, radicalismo, intolerância, autoritarismo, etc...
- Berlim hoje é uma cidade unificada, moderna, harmónica. A parte da cidade onde estava hospedado lembra muito Porto alegre, o bairro cidade-baixa com seu barzinhos a beira da Rua,, gente bebendo conversando, dando gargalhadas. A atmosfera e extremamente leve o que foi uma surpresa pra mim. Confesso que tinha um expectativa bem diferente com relação a Alemanha.
- Uma caminhada a beira do Rio que passa atrás muro (na perspectiva da foto), lado correspondente a antiga Berlim oriental, è um tranquilo passeio pelo mundo atual, globalizado, organizado e tolerante. Mas que faz questão de não esquecer o tempo que era o contrário de tudo isso. Aprendendo com os erros do passado.
- É tanta a tranquilidade do ambiente que este "rapaz" pôde ficar ai.. Por mais de uma hora observando a movimentação, pensando nas histórias horríveis que ali se passaram e tentando entender a mente humana, capaz de barbaridades como essa, até dar-se conta que é impossível sem ao menos antes entender a sua própria.

Que marra !!!
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